<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650</id><updated>2011-10-09T21:43:33.907-03:00</updated><title type='text'>O Explorador Atormentado</title><subtitle type='html'>A música do mundo é o silêncio. O hermetismo em que vivemos faz-nos mergulhar na ignorância da esplêndida e superficial face do planeta azul. Distâncias nos separam, mas também sentimentos nos isolam. A humanidade não percebe e a caverna escurece. Nunca conhecer nada e sempre buscando a conhecer. Aprender para no próximo segundo desconhecer. Assim é o mundo, assim é a mente humana, assim é o Explorador Atormentado... Assim sou eu...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-1413754816588984106</id><published>2011-08-29T08:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-29T08:23:02.664-03:00</updated><title type='text'>TPB...</title><content type='html'>Vazio-Sofrimento-Desespero. Essa é a trindade que desencadeia os sintomas do Transtorno de Personalidade Limítrofe (ou comumente chamado de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Borderline&lt;/span&gt;) em mim nas fases críticas. Este distúrbio, caracterizado por duas fases críticas de humor (a depressiva e a eufórica), arruinou minha vida nos últimos dois anos em uma explosão de eventos que me marcaram. Perdi quase tudo, conseguindo preservar apenas meu emprego. Mas, apesar dos medicamentos e da psicoterapia aos quais ainda me encontro submetido, não consigo me reerguer e ainda luto contra este mal que persiste arruinando cada vez mais minha vida. Vou tentar explicar aqui simplificadamente o que sinto devido a este transtorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fase depressiva, o Vazio é o intenso sentimento irreal ou real de solidão, não importando quantas pessoas estão por perto, quantas pessoas realmente se importam comigo ou quantas pessoas eu realmente me importo com. A duração deste Vazio pode durar de alguns minutos a até dois meses. Seus sintomas me fazem isolar-me de todos. Com a reclusão, sinto-me &lt;span style="font-style:italic;"&gt;an-useless-and-empty-shell&lt;/span&gt;. Um abatimento severo compromete o raciocínio lógico e me impede de visualizar alguma coisa além de frustrações. Problemas e mais problemas inexistentes ou de fáceis resoluções surgem e a visão pessimista se consolida nos meus pensamentos automáticos. Minha incapacidade de lidar com frustrações desenterra uma dor psíquica pior que qualquer dor física possível. Esta dor é o Sofrimento. Um sofrimento crescente e que se realimenta rapidamente numa cadeia de problemas e frustrações insolúveis e interligados numa vida rotineira, sem perspectivas e sem sentido. O Sofrimento não dura muito (normalmente apenas alguns segundos), mas é o pior momento da fase depressiva. Logo, ele me leva ao Desespero, que pode desembocar na forma mais extrema, controversa e poética de alívio: a tentativa de suicídio. Estes momentos ou sub-fases marcam o início, meio e fim da fase depressiva de maneira cumulativa num ciclo único, ou seja, o Vazio estará presente em toda a fase depressiva, o Sofrimento apenas no meio e fim, e o Desespero apenas no fim. Mesmo com a atenuação e/ou interrupção parciais ou momentâneas, não há como quebrar esta cadeia, ou seja, não há &lt;span style="font-style:italic;"&gt;restart&lt;/span&gt;, apenas um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pause/resume&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fase eufórica há vários ciclos de Vazio-Sofrimento-Desespero não-cumulativos, ou seja, não há um único ciclo com início, meio e fim (como na fase depressiva), mas sim vários. O Vazio se materializa na idéia persistente de que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;something-is-missing&lt;/span&gt; ou tédio. Há uma necessidade incontrolável de encontrar alguma atividade que se torne um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hobby&lt;/span&gt; apaixonado ou alguém a quem me devotar. A insatisfação pessoal é constante e se transforma numa acelerada, desorganizada e difusa perseguição a algum desafio. Frequentemente há a tentação de se envolver com o perigo e a tendência ao vício se torna praticamente impossível de se vencer. Porém, uma vez que eu atinjo o objetivo ou que conquisto algo ou alguém, perco rapidamente o interesse pela atividade ou pessoa. Esse é o Sofrimento; o sofrimento sádico e a incapacidade de me saciar. Há características mais psicopáticas, como a sensação de onipotência. Atinjo o grau máximo de poder manipulativo, caráter sádico e auto-afirmação. As emoções e os princípios morais ainda existem, mas são facilmente ignorados consciente ou inconscientemente, não apenas para beneficiar a busca pelo objetivo, mas também pelo sádico prazer que sinto em magoar/machucar alguém emocional ou fisicamente. Com a perda do interesse pelo(s) objetivo(s) (sim, podem ser mais de um ao mesmo tempo), segue o Desespero, que se caracteriza por um momento errático e impulsivo de atitudes desastrosas. Perco totalmente o raciocínio lógico e controle sobre minhas ações, que podem variar de uma explosão irasciva, violenta e destruidora (que até hoje não houve ocorrência com pessoas ou animais, apenas com objetos) a tentativas desesperadas, repetitivas e impulsivas de voltar a achar algum incentivo para fugir ao tédio inicial (abuso de substâncias entorpecentes, vício em sexo, gastos compulsórios de dinheiro, etc.). Os principais resultados desta fase são projetos sempre incompletos e incontáveis mudanças de perspectivas e objetivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de ressaltar que, embora possam parecer bem estruturadas e de longa duração, cada fase depressiva ou eufórica pode durar de segundos até alguns poucos dias. Uma das fases sempre se alterna com a outra, ou seja, nunca há duas mesmas fases seguidas. Em ambas há um desgaste emocional constante e cansativo. Minhas emoções são extremamente intensas e as minhas reações emocionais são exageradas e muitas vezes infantis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DSM-IV caracteriza o Transtorno de Personalidade &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Borderline&lt;/span&gt; como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um padrão global de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, da auto-imagem e dos afetos e acentuada impulsividade, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:&lt;br /&gt;(1) Esforços frenéticos no sentido de evitar um abandono real ou imaginário. Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5&lt;br /&gt;(2) Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização&lt;br /&gt;(3) Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self&lt;br /&gt;(4) Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (p. ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivo). Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5&lt;br /&gt;(5) Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automulilante&lt;br /&gt;(6) Instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (p. ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)&lt;br /&gt;(7) Sentimentos crônicos de vazio&lt;br /&gt;(8) Raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (p. ex., demonstrações freqüêntes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)&lt;br /&gt;(9) Ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou graves sintomas dissociativos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja necessário apenas cinco sintomas dos descritos acima para um diagnóstico preciso de Transtorno de Personalidade Limítrofe, eu convivo com os nove sintomas. Usualmente, há um conflito de emoções e personalidades paradoxais que me leva à confusão mental e à busca de uma identidade verdadeira que ainda não encontrei. De fato, até agora, eu não tenho a mínima idéia de quem eu realmente sou.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-1413754816588984106?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_personalidade_lim%C3%ADtrofe' title='TPB...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/1413754816588984106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=1413754816588984106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/1413754816588984106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/1413754816588984106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2011/08/tpb.html' title='TPB...'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-4429317269664771402</id><published>2011-07-02T10:43:00.002-03:00</published><updated>2011-07-02T12:58:14.964-03:00</updated><title type='text'>Fuga do Clã Poente</title><content type='html'>Noite 28/06/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol brilhava incandescente e a luz incomodava meus olhos. Eu já não possuía mais forças para combater a grande quantidade de magos do Clã Poente que se encontrava no pátio principal da Fortaleza Vermelha. Após derrotar centenas de magos vermelhos com meu exército necromante, eu finalmente cedi e caí sem forças no chão. Dois magos vermelhos remanescentes reergueram-me, arrastando-me para um corredor subterrâneo. Minhas vestes se encontravam em frangalhos e minhas queimaduras tornavam-se cicatrizes que não se curavam. Uma maga de vestes vermelhas seguia-me logo atrás com seu cajado. Ela possuía um capuz que cobria boa parte de seu rosto, mas sua pele era alva como algodão e podia-se notar que, apesar das vestes largas, seu corpo era bem definido e de cintura fina. Pude sentir os feromônios que a maga presumidamente bela exalava, e ela me atraiu sexualmente, mesmo sem tê-la visto por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corredor era iluminado por tochas e logo chegamos a um portão de grade de ferro. Do portão, conseguia-se vislumbrar alguns raios de sol que vinham do pátio principal do castelo. A batalha estava perdida, e os dois magos abriram a grade e jogaram-me violentamente no chão sujo do cômodo principal da masmorra subterrânea. Trancaram o portão, e a maga, com um sinal, dispensou-os. “Eu mesmo me encarregarei de que você não escape até a volta do nosso líder, maldito.” – ela murmurou para si mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cômodo em que fui aprisionado era mal iluminado; havia somente uma penumbra que permitia uma visão fraca do ambiente. Entretanto, conseguia sentir a umidade e o odor pútrido que o chão exalava. Tentando me reerguer, cuspi uma pitada de sangue e percebi ratos correndo em minha direção. Os animais se alimentaram rapidamente bebendo da minha cuspidela e voltaram para seus esconderijos. Baratas se amontoavam nos tetos e pequenas brechas nas paredes. Teias enormes nos cantos e duas grades ao fundo decoravam o cômodo. As grades eram portas que se abriam para outras celas menores vazias, exceto por alguns dejetos de animais obscuros e ossos humanos em decomposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente consegui me levantar. O odor, a escuridão, o medo e as criaturas que habitavam aquele ambiente me deram forças. Minhas feridas se cicatrizavam e sentia o poder voltando a correr em minhas veias. Eu me alimentava do mal, do medo, do frio, da dor, das impurezas, do odor e das almas presas que pereceram naquele lugar podre. Logo me recompus e sabia que teria de enfrentar a maga vermelha para poder fugir. Decidi então não apenas vencê-la, mas tomá-la para mim, e torná-la minha escrava em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sopro de magia, apaguei as tochas que traziam a penumbra àquele lugar e a escuridão que se seguiu me deixou tão poderoso como antes. A maga virou para mim, retirou o capuz, e acendeu a ponta do cajado trazendo um ponto de luz vermelha à prisão. Ela possuía cabelos negros encaracolados e era extremamente bela. Procurou-me por entre as barras de ferro do portão, mas as sombras me ocultavam. Ouviu apenas minha voz: “Olhe quem está aqui.” – que ecoou por todo o cômodo e entrou por seus ouvidos, rasgando sua mente e confundindo seus sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ela viu uma criança nua encolhida em um dos cantos do fundo do cômodo. Estendi a mão e dei as costas saindo de mão dada com a criança em direção a uma das celas. A criança era uma menina com aparência angelical e ao mesmo tempo muito sensual, mas a maga não conseguiu ver seu rosto. Seu andar lhe era familiar e por um momento, paramos. A criança olhou para a guardiã. “Não tenha medo, sua mãe pediu para que eu te mostrasse uma coisa” – disse para a criança e sorri para a maga vermelha. Desesperada, e acreditando na &lt;em&gt;succubus&lt;/em&gt; que havia evocado, a mulher abriu o portão imediatamente e tentou me atacar com o cajado, mentalmente incapaz de pronunciar qualquer ato mágico. Desviei numa velocidade sobrenatural e dominei-a por trás, agarrando-a pela garganta. Finalmente, ela era minha. Faria o que eu quisesse com ela e minha imaginação perversa não possuía limites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hum, seu cheiro é muito sensual...” – sussurrei ao seu ouvido. A menina então assumiu a sua forma natural: asas de morcego, caninos afiados e sobressalentes, olhos vermelhos, garras e pele marrom. Ela se aproximou, tomou o cajado da mão da maga e rasgou violentamente suas vestes. A maga tentou em vão se cobrir, principalmente a púbis sem pêlos, onde carregava a marca do Clã Poente, uma tatuagem estilo tribal em formato de sol. “Agora, você é minha. Vamos apagar esta marca de seu corpo, minha escrava. Você irá criar uma criatura das trevas que irá me servir durante o restante da minha imortalidade.” – sussurrei ao ouvido da maga, com um sorriso malicioso. “Quem é você realmente, maldito?” – A maga me perguntou por entre os dentes. “Eu? Eu sou o Último dos Necromantes, o Mago Negro mais poderoso de todos os tempos, o Bruxo Imortal. Eu sou a personificação do mal, das trevas, de todas as criaturas nocivas e de tudo que lhes é abominável. Eu sou um deus. Eu sou o Tudo e o Nada. Eu sou aquele que possuo todo e qualquer conhecimento. Eu sou onipresente, onisciente e onipotente.” – respondi-a. “Você gostaria de ser isso, mas não passa de um mago negro impuro e imundo. Você irá sucumbir e jamais sequer chegará perto de se tornar um deus.” – a maga retrucou. “Você pode estar certa, mulher. Mas no momento, quem possui o poder aqui sou eu e você irá se curvar perante a mim! Irá me venerar e EU serei seu deus! Seu único deus!” – gritei furiosamente em seu ouvido e senti-a estremecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;succubus&lt;/em&gt; sorriu e ajudou-me a arrastá-la pelos cabelos até uma das celas, onde eu e a criatura de outro plano torturamos a maga vermelha, rasgando sua pele, humilhando-a, bebendo de seu sangue, comendo de sua carne e espancando-a com seu próprio cajado. Estranhamente, a maga começou a sentir prazer com tudo aquilo e senti-a entregando-se às trevas, consentidamente. “Sua alma já está se entregando às trevas, mulher! Agora, tomo seu corpo e presenteio-lhe também com a escuridão!” – e com minhas próprias mãos arranquei os dois olhos da maga, que gritou e chegou ao êxtase. Sua dor era o meu prazer e seu prazer era sentir a dor. Até o sol se por, os três se entregaram aos prazeres da carne, da tortura e copularam exaustivamente. Quando a noite já perecia, eu já havia me extasiado com a &lt;em&gt;succubus&lt;/em&gt; e exasperado e satisfeito a ex-maga vermelha, deixando-a violada em meio a uma poça de sangue, semi-morta, mas ainda com forças suficientes para sobreviver e criar a semente do mal que coloquei em seu ventre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-4429317269664771402?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/4429317269664771402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=4429317269664771402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/4429317269664771402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/4429317269664771402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2011/07/fuga-do-cla-poente.html' title='Fuga do Clã Poente'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-3422915889476776786</id><published>2011-05-05T06:27:00.003-03:00</published><updated>2011-05-05T07:04:06.848-03:00</updated><title type='text'>Primeiro sonho</title><content type='html'>Noite 03/03/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me dei por gente eu nunca havia tido um sonho. Sempre foram duas opções: ou um pesadelo (dos mais lights aos mais extremos), ou acordava sem lembrar-me de nada (uma opção menos frequente).&lt;br /&gt;Nesta noite, o céu era azul e límpido, com o sol ao longe me observando alguns palmos acima do horizonte. Irradiava alegria e uma nostalgia carpe diem que me trazia paz e inquietação simultaneamente. Ao mesmo tempo que estava em paz comigo, precisava fazer algo, agir. Correr, gritar, saltar, o que seja. Prestes a explodir, olhei à minha volta, tal qual a câmera de um cineasta rodeia um personagem principal atormentado. Minha visão ficou turva e fiquei tonto. Meus olhos desceram até ao solo e percebi que estava cercado por um interminável rebanho de ovelhas brancas. Não se via mais o horizonte, mas sim os contornos ovinos que se estendia por todos os lados. Apesar de tudo, um silêncio... um silêncio mórbido no qual não se ouvia nem o assobiar do vento que soprava no campo aberto. Curioso era observar que, ao olhar para cima e para baixo, os animais pareciam nuvens caídas do céu e que eu permanecia de cabeça para baixo, em alguma nuvem, olhando para um vazio azul. Paradoxalmente, comecei a duvidar de onde estava. E óbvio, duvidei mais uma vez de quem eu era. Seria um teste? Máscaras, máscaras e máscaras. Acho que terei que convivê-las pra sempre.&lt;br /&gt;De fato, os animais não eram apenas ovelhas. Observando-as com atenção (minha visão anterior parecia estar desfocada), eu percebi que elas não possuíam cabeças, mas sim girassóis, com seus núcleos grandes e pétalas curtas amarelas. O resultado de uma visão panorâmica do campo, estendendo-se até ao horizonte, povoado por estas criaturas era lindo. Esbocei um leve sorriso: enfim parecia que eu estava sonhando pela primeira vez na vida.&lt;br /&gt;Eu me encontrava sozinho no meio destas criaturas, até que me percebi. Usava uma roupa meio caipira: calça jeans, camisa manga longa quadriculada (nem precisa-se dizer que era vermelha e preta... mas seria Flamengo ou Freddy Krueger???) e suspensórios. Só faltava o chapéu de palha. Ah, sim, claro, e segurava nas mãos uma foice. Ora, mas para quê uma foice? Para a colheita que estaria por vir.&lt;br /&gt;Treinei uma vez, balançando a foice de um lado para o outro e logo em seguida desci-a ao nível do solo com força e velocidade. Como um pêndulo, ela zunia e rasgava o ar e tudo que encontrava. Sangue começou a jorrar. Flores-cabeças (ou cabeças-flores) começaram a saltar. Pernar, patas, lã, metades de ovelhas e órgãos voavam ao meu redor, enquanto eu caminhava e o sangue me encharcava. Eu sorria - mentira. Eu gargalhava e sentia um imenso prazer em mutilar e matar. Sentia o gosto do sangue e aquilo me fazia avançar cada vez mais rápido, freneticamente, até a exaustão. Até que despertei com um sorriso genuíno, daqueles que você expressa quando faz algo que realmente gosta. E eu gostei. Muito. Acordei feliz e aliviado.&lt;br /&gt;O que para muitos seria um pesadelo, para mim foi um sonho, um sonho que não possuía há séculos... E isso me incomoda? Não, nem um pouco. Afinal, como dizia um sábio e "perverso" personagem histórico: "I do not see why man should not be just as cruel as nature..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-3422915889476776786?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/3422915889476776786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=3422915889476776786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/3422915889476776786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/3422915889476776786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2011/05/primeiro-sonho.html' title='Primeiro sonho'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-8402778721943507195</id><published>2011-01-17T05:48:00.003-02:00</published><updated>2011-01-17T06:07:39.742-02:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a realidade I</title><content type='html'>&lt;br&gt; A nossa insegurança é uma das principais causas de todos os males que nos assolam. Pior, a nossa 'tão desenvolvida' razão da qual nos orgulhamos tanto é a causa de tudo. Existe uma certa hierarquia na natureza, da qual fazemos parte também, e, portanto, existem espécies com certas vantagens sobre outras. Podemos dizer que a maior vantagem que temos sobre todas as outras espécies deste planeta é a nossa mente, dotada de uma razão extremamente desenvolvida comparada aos outros seres. Mas voltemos um pouco no tempo, na época que nossos antigos ancestrais ainda não possuíam mentes tão desenvolvidas. Eles já possuíam uma consciência desenvolvida, mas não uma grande inteligência. Havia uma certa vantagem sobre outras espécies, mas esta vantagem não era tão distoante. Ou seja, naquela época eles eram muito vulneráveis à espécies mais fortes fisicamente como um urso, leão ou até mesmo um lobo. Sua razão ainda teria de evoluir muito para lhes dar uma vantagem num mundo em que era regido somente pela força física e agilidade, duas características que não possuíamos o suficiente para deixarmos de ser alvos fáceis numa cadeia alimentar. Assim, pela pouca consciência que tinham sabiam de sua inferioridade perante a várias outras espécies animais e a insegurança se instaurou em suas primitivas mentes. Podemos nem ter mais razão para isso, mas esta insegurança persiste até hoje em nossas mentes. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;                   Conforme fomos nos desenvolvendo sentíamos necessidade de esconder a insegurança de nós mesmos e, com a nítida dominação do planeta, voltamos nossa visão para um mundo irreal, criado inconscientemente. Nossa ‘superioridade’ então nos transformou em ditadores. Nós imaginamos uma realidade falsa, impondo a nós mesmos e a tudo que existe à nossa volta nossa vontade e intrínseca arrogância. De bando passamos a andar sozinhos, e a individualidade passou a substituir a coletividade. Esta individualidade, sinônimo de egoísmo e hipocrisia, é caracterizada por vontades e personalidades diferentes entre si, criadoras dos infinitos pontos de vista e incontáveis distorções da realidade. O mundo que cada um de nós vê é aquele que cabe exatamente nos requisitos de sua vontade, estipulada pela sua otimista ou pessimista e fraca ou forte personalidade. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;                   A personalidade, característica marcante da individualidade, estabelece os princípios de uma maneira de agir e pensar, gerando assim uma poderosa vontade capaz de criar um mundo imaginário e conveniente. Esta vontade, tão forte, transforma o falso em verdadeiro, confundindo os conceitos de realidade com os de irrealidade. Em cada mundo que cada um de nós vive não existe nada irreal, até porque o irreal não existe, mas isto acontece principalmente porque o nosso mundo é irreal. Se dermos um dado para seis pessoas o olharem, cada uma de frente para cada face dele, cada indivíduo verá uma face diferente. Mas, se mudarmos estas pessoas de posição, cada uma verá exatamente a mesma coisa que a pessoa que estava na posição anterior viu. Podemos perceber claramente que a visão do mundo funciona diferente. A cada ação, cada acontecimento vemos, que as pessoas não enxergam as mesmas coisas. Por quê? Porque aí entra uma variável a mais, tendenciosa e influenciadora: a vontade individual, que, juntamente à personalidade, forma uma opinião. E esta opinião é simplesmente a forma mais conveniente de enxergar a realidade. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;                   Esta irrealidade humana se baseia em preceitos congruentes com vontades supervalorizadas por si mesmas e necessitadas de uma vital auto-afirmação. Assim a nossa milenar insegurança aparece novamente para criar o maior órgão social: a sociedade. Os conceitos de certo e errado que mantém toda a raça humana encarcerada numa prisão intelectual e moral são provas irrefutáveis do extremo egoísmo desta grande opositora da liberdade de pensamento. Assim podemos definir sociedade como uma irrealidade comum criada por vontades diferentes suficientemente fracas para poderem se auto-afirmar individualmente. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;  O ‘certo e errado’, conceitos que não existem, limitam não só a espécie humana, mas também todas as espécies existentes, a viverem sob regras uma vida que não possui regras. Logo, uma mente que faz parte da sociedade pode até conseguir se auto-afirmar, mas com a penalidade de se tornar prisioneira dela mesma. Um falso sentimento de liberdade inunda a sociedade para iludi-la do real cárcere a que está submetida e do qual não possui força (drenada pela comodidade) suficiente para escapar. A busca incansável (e às vezes aparentemente impossível) pela realidade é abandonada e substituída pela fácil e comodista criação de conceitos ilusórios certos ou errados, bons ou maus, justos ou injustos, humildes ou arrogantes, que concede à sociedade o título de cafetão do pensamento. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;                     A individualidade, característica marcante e principal da raça humana, se prostitui e vende facilmente seu modo de pensar à maneira de pensar da sociedade. Assim sendo, nos tornamos extremamente influenciáveis e atrofiamos nosso cérebro de modo que não precisemos fazer muito esforço para se ter uma idéia, afinal é muito fácil e confortável apenas concordar com as idéias comuns da sociedade. Aos poucos vamos nos desfazendo do nosso individualismo e da nossa personalidade, e, à medida que os perdemos, nos acumulamos em um poço profundo de egoísmo, a idéia principal e antagônica, mas ainda assim a mais divulgada pela sociedade. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;                     O objetivo primário da sociedade era a união de indivíduos. Essa união tornava o grupo forte, bem como o número de participantes dela. Assim, em cada civilização que crescia, víamos traços de pensamento diferentes, sociedades diferentes, que se baseavam em filosofias de vida diferentes. Vilarejos se tornaram vilas, que se tornaram cidades, estados e países, cada uma com uma cultura e linha de pensamento diferente da outra. Porém, os contatos que se faziam entre ‘as sociedades’ foram diminuindo com o tempo dando origem ao egoísmo. Este egoísmo destruiu e separou povos até se tornar tão forte para extinguir de vez o conceito primário da sociedade, a união. Tristemente e por fim, podemos perceber que a tendência atual da sociedade é nos isolarmos por completo de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-8402778721943507195?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/8402778721943507195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=8402778721943507195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/8402778721943507195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/8402778721943507195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2011/01/nossa-inseguranca-e-uma-das-principais.html' title='Ensaio sobre a realidade I'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-345371861554953197</id><published>2011-01-05T02:34:00.005-02:00</published><updated>2011-01-09T05:25:01.650-02:00</updated><title type='text'>De Lima a Machu Picchu: dez dias e mil atrações!</title><content type='html'>&lt;BR&gt;Depois de anos adiando o sonho de ir a Machu Picchu, por vezes achando que em um feriado prolongado seria suficiente, sugerimos em primeira mão que você jamais faça isso. Não vale a pena; tire alguns dias a mais e aproveite para não somente conhecer Machu Picchu, mas também as diversidades naturais, culturais e sociais do Peru, pelo menos as do sul do país. Foram dez dias de viagem ao todo, de mochilão e albergues, dormindo cada noite em uma cidade diferente. Corrida e sem rotina, a viagem foi econômica e maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo foi decidido de última hora e o planejamento foi feito sem maiores detalhes, para podermos ficar mais livres e decidir o que fazer por lá. Lemos um guia de viagens confiável, listamos alguns objetivos e lugares que queríamos muito visitar, colocamos as mochilas nas costas e partimos pra Lima!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Escolhemos nos hospedar em Miraflores, um distrito da cosmopolita cidade de Lima. Um bairro charmoso e boêmio, com cafés, restaurantes, hostels e muita agitação. Com um parque florido como referência principal, todo o bairro é repleto de flores, que ajudam a aumentar a atmosfera romântica que se tem em direção à costa e ao Parque de los Enamorados. Assim que chegamos (pela manhã), fomos ao sítio arqueológico de Huaca Pucllana, que fica situado no próprio bairro e há alguns quarteirões do centro de Miraflores. Surpreendente pelo tamanho e pela evolução arquitetônica, o sítio emerge no meio da modernidade do bairro com uma onipresente e nostálgica lembrança dos povos pré-incas que habitaram a região. Após isso, nos dirigimos ao centro da cidade de Lima, a Plaza de Armas e suas imponentes construções, como o Palacio Del Arcebispo, a Catedral de Lima e o Palácio Del Gobierno.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No dia seguinte, fizemos um pequeno e rápido city tour com um ônibus turístico. A intenção não era essa; mas sim ir até Pachacamac, um importante sítio arqueológico à uma hora de Lima, que estava incluído no passeio. Realmente fantástico, com linda vista para o mar, Pachacamac é um sítio com extrema relevância histórica e cultural, que pode vir a nos ensinar mais e mais sobre os incas e culturas pré-colombianas que habitaram a região. Ao voltar a Lima, tomamos o ônibus em direção a Pisco, nossa próxima parada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos objetivos eram as Ilhas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas. Saindo cedo pela manhã de Pisco, fomos até Paracas e tomamos um barco até as ilhas. No caminho, parada obrigatória para contemplar o Candelabro, desenho no mesmo estilo das Linhas de Nazca. Apesar de ter sido feito num solo arenoso, misteriosamente, o desenho nunca se apagou. Como as Linhas de Nazca, não se sabe até hoje como foi feito nem por quem. Já as Ilhas Ballestas não são conhecidas como The Peruvian Galapagos à toa. São o habitat de milhares de pássaros, lobos marinhos e pinguins, alguns vindo às ilhas apenas para se procriar. A vida marinha fervilha ao passo que se navega. É um lugar onde o homem pode admirar a diversidade e fecundidade da Mãe Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após este passeio, que durou toda a manhã, fomos à Reserva Nacional de Paracas. Foi um dos pontos altos da nossa viagem, com paisagens maravilhosas e inesquecíveis. Almoçamos ao final da tarde em um restaurante na própria reserva e experimentamos o ceviche, prato típico peruano feito com frutos do mar e peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De barriga cheia, voltamos à Pisco e seguimos rumo à Ica, chegando à noite. No dia seguinte passamos o dia inteiro em Huacachina, um verdadeiro oásis (o único oásis da América Latina), lindo e aconchegante. Sentamos às margens do lago, bebemos umas Cusqueñas (cerveja peruana, e que cerveja!), comemos mais ceviche, ouvimos músicas e apresentações de dança típicas, subimos as gigantescas dunas e descansamos. Pelo final da tarde, decidimos entre o sand boarding e o sand buggying, escolhendo o último. Adrenalina! Quase uma montanha russa, com a velocidade e as imensas dunas de areia (200 metros de altura) do deserto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seguimos então de ônibus leito noturno até Arequipa, outra parada importantíssima para nós, já que queríamos ir até o Canyon de Colca para observar o planado do condor andino. A cidade nos surpreendeu, e a achamos a mais bela e charmosa das que visitamos, com sua arquitetura blanca e os três vulcões (Chachani, El Misti e Pichu Pichu) que a vigiam incessantemente. Sua catedral é uma das mais lindas que já vimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No dia seguinte nos dirigimos ao Canyon de Colca, subindo a altitudes de mais de 4.900 metros de altura. Porém, os males da doença da altitude não nos atingiram tão fortemente, graças ao chá de coca (por sinal, uma delícia!) e às folhas de coca que mascamos. No caminho, paradas para observar a fauna, com alpacas, lhamas e vicunhas, os três tipos de camelídeos que habitam o Peru. Passamos por Chivay, vilarejo com ainda bastante tradição indígena (os camponeses ainda mantém suas vestes tradicionais), e nos hospedamos no vilarejo vizinho de Coporaque. À tarde fizemos uma pequena caminhada até um mirante para fotografar e admirar o Valle del Colca e os terraços de agricultura andinos pré-incaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rumo ao Colca Canyon, fizemos uma trilha de quase uma hora, admirando o canyon mais profundo do mundo, até chegar à Cruz Del Condor, único mirante onde se é possível observar o planado do condor andino. Desapontados pela espera de uma hora e meia sem sucesso, nos recuperamos quando o primeiro condor desceu, com suas asas de três metros de envergadura, planando por vezes a menos de dez metros de nós. Como a espera fora recompensada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Voltando a Arequipa, satisfeitos, tomamos um ônibus leito noturno até Cuzco. Machu Picchu, o ponto alto e nosso objetivo principal se aproximava. Chegando em Cuzco pela manhã, fomos direto à minúscula cidade de Ollantaytambo, onde visitamos às ruínas de uma antiga fortaleza inca e admiramos as belas paisagens do Vale Sagrado, em meio às imponentes e brancas cadeias montanhosas andinas. Ao final da tarde, fomos de trem até Machu Picchu Pueblo (antiga Águas Calientes), pequena cidade na base das montanhas que sustentam Machu Picchu. Aqui vai uma dica: assim que chegar em Machu Picchu Pueblo, compre na cidade mesmo os tickets de ônibus e as entradas para o parque, para evitar filas monstruosas e perda de tempo no momento da visita à cidadela inca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acordamos cedo, antes de amanhecer. Chovia demais e tomamos o ônibus até Machu Picchu (vinte minutos aproximadamente). Chegando lá, ficamos frustrados... Havia parado de chover, pois estávamos a uma altitude acima das nuvens, mas o tempo nublado não nos permitia ver um palmo à nossa frente. Caminhamos e subimos os terraços agrícolas esbravejando. Porém, por volta das nove horas, as nuvens desapareceram e o sol resolveu aparecer. O que vimos então, foi uma vista completa e perfeita da Velha Montanha (Machu Picchu, em quíchua, idioma inca). Construída por Pachacuti no século XV, e descoberta pelo professor norte-americano Hiram Bingham, a Cidade Perdida dos Incas é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO. Com pelo menos 172 recintos, caminhamos boquiabertos pelas duas zonas da cidade bem definidas: a zona agrícola e a zona urbana. Enquanto se caminha por suas magníficas edificações e seu engenhoso sistema de drenagem, é impossível parar de tirar fotos de todos os ângulos e detalhes. Por fim, parafraseando Hiram Bingham no momento de sua descoberta, pensávamos: “Would anyone believe what we have seen?” (“Acreditará alguém no que vimos?”). Infelizmente e apesar da vontade, não tivemos tempo de fazer o trekking até Huayna Picchu, pois teríamos de tomar o trem de volta a Cuzco logo após o almoço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Estupefatos e com nosso sonho realizado, voltamos de trem direto à Cuzco. Uma cidade linda, agitada e limpa. Passeamos pelo centro, a Plaza de Armas, e admiramos suas igrejas. A vida noturna parecia ser promissora e merecia ser aproveitada. Porém, voltávamos para casa no dia seguinte cedo e o cansaço nos venceu. Afinal, não nos preocupávamos muito com o que deixaríamos de aproveitar, pois cada um de nós prometeu a si mesmo que iria voltar. Muita coisa ainda nos faz querer revisitar o sul do Peru, sendo que as Linhas de Nazca, o Lago Titicaca, a Trilha Inca e o Vale Sagrado dos Incas são os principais. Mas nem por isso ficamos menos satisfeitos, e voltamos com a sensação plena de que esta viagem fora, no mínimo, inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Lima&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-345371861554953197?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/345371861554953197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=345371861554953197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/345371861554953197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/345371861554953197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2011/01/de-lima-machu-picchu-dez-dias-e-mil.html' title='De Lima a Machu Picchu: dez dias e mil atrações!'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-3098285292587173166</id><published>2010-04-05T16:02:00.000-03:00</published><updated>2010-04-05T16:03:16.646-03:00</updated><title type='text'>O Mosquito Vermelho</title><content type='html'>Certo dia me deitei ao lado dela. Estava exausto, vítima de mais uma estressante rotina diária empresarial. Desliguei o último resquício de luz do ambiente, que repousava ao lado do pontual despertador, ajustado para me ninar com o seu incessante ‘tic-tac’.&lt;br /&gt;                   Enquanto contemplava o pobre céu que nos protegia com estrelas esburacadas e irregulares, governadas pela apagada lua de cristal comprada há poucas semanas, esperava pacientemente pelo final da greve do sono. Há dias não conseguia pregar os olhos e, quando finalmente conseguia, acordava assustado, suando frio e ainda exausto. Dormia por no máximo duas horas e, nesse tempo, mergulhava em pesadelos terríveis de fogo e chamas, que insistiam em ser sempre os mesmos. O sono, além de fugir de mim, agora insistia em levar minha vida junto. Meu trabalho estava se acumulando em pilhas de relatórios e documentos e minha vida pessoal estava passando em branco. Não havia brigas com a minha mulher, mas via que estava perdendo momentos importantes da vida de minha maravilhosa filhinha de um ano. Eu não possuía mais olhos; eles davam lugares à duas crateras profundas e escuras que não cessavam de crescer em meu rosto. Minha esposa sabia que estava acontecendo algo comigo, mas não gostava de entrar no assunto. Ela parecia saber que eu não queria falar sobre aquilo.&lt;br /&gt;                   Olhando para ela, minha vida voltava a ter significado. As crateras, antes abismos mergulhados na escuridão da preocupação, se iluminavam e a paz se infundia meu espírito. Ela era um anjo; eu havia realmente casado com um anjo. Nada no mundo possuía tanta beleza diante dos meus olhos. Foi quando a mais absoluta paz foi quebrada por um detestável zumbido de pequenas asinhas perto de meu aguçado ouvido direito. &lt;br /&gt;                   Não tenho nada contra insetos. A maioria das pessoas sente medo ou repulsa deles sem nenhuma razão lógica. Elas devem se sentir inferiores a eles, tamanha é a felicidade em esmagar ou tirar a vida de uma dessas pequenas criaturas. Porque fazemos isso? Prazer? O ser humano tem prazer em matar? Acho que não. Fazemos isso para nos sentirmos superiores. Mas será que somos mesmo superiores a eles?&lt;br /&gt;                   Tanto lugar pra voar e ele veio escolher logo perto do meu ouvido! Pobre infeliz. Esse foi seu erro. Não suportava aquele barulho e faria com que ele não repetisse este erro. Levantei de um salto da cama e corri para o interruptor. Acendi a forte luz do quarto, franzindo a testa, tentando evitar olhar diretamente para a luz e principalmente tomando o cuidado para Jéssi não acordar. Resmungando alguma coisa inconscientemente e virando para o lado, ela se aquietou. Então comecei a caça. Fiquei parado perto da cama e esperei. Não demorou muito para que o maldito pernilongo aparecesse. Não ligava para que ele me picasse, não. Sei que isso é uma necessidade de seu instinto de sobrevivência, mas ele jamais poderia me irritar a tal ponto. Teria de ser eliminado para que jamais cometesse essa ousadia novamente. E haveria de ser.&lt;br /&gt;                   Voando em minha direção lenta e tranqüilamente, ele não sabia o que o esperava. Quando chegou a uma certa distância dentro de meu alcance, preparei o bote. De uma vez só juntei minhas mãos tendo ele como alvo, descarregando toda minha fúria para com a criatura. Fez um estalo alto e Jéssi se mexeu. Parei, imóvel e esperei. Ela se torceu e voltou ao profundo estado onírico do qual quase havia despertado. Um sentimento estranho inundou meu espírito, algo que parecia uma mistura de decepção com ira, quando voltei o pensamento para minhas mãos. Olhei para elas com um desprezo odiável e um ódio desprezível, fazendo com que se sentissem envergonhadas. E lentamente elas se afastaram uma da outra.&lt;br /&gt;                   Esmagar, esmagar, esmagar! Um grito ecoou em minha mente e tive que fazer um esforço como nunca para que ele não tomasse a forma de palavras. Maldita criatura! O desgraçado havia escapado das minhas incompetentes garras e agora seria extremamente penoso encontrá-lo na imensidão que o quarto se transformara. Infinitos esconderijos foram descobertos em uma rápida olhada ao meu redor e vasculhar todos seria perda de tempo e nada útil. Resolvi então sentar na cama ao lado de Jéssi para esperar a volta do infeliz inseto.&lt;br /&gt;                   A espera fez com que meu corpo se transformasse num poço de raiva e ansiedade cheio até a borda. Esfregava minhas mãos uma na outra até que a minha razão começou a voltar, ou melhor me atormentar. Porque estou fazendo isso? Uma criatura da natureza, inofensiva, merecia morrer por apenas ter me irritado? Já havia me irritado várias vezes em minha vida com pessoas e nunca havia perdido o controle. Aquele pernilongo era fraco, mais fraco que eu e me havia importunado. A vida dele não possuía significado pra mim. Mas eu sabia que ele importava muito para sua espécie e isso não parecia me importar. Não mais. A vida de algumas pessoas também não me importava. Mas nunca havia tocado em alguém com o instinto de machucar. Por quê? &lt;br /&gt;                   Ah, lá vinha ele. Parecia estar louco, talvez meio tonto pela minha frustada tentativa anterior de exterminá-lo, voando em uma espécie de zigue-zague. Esperei, novamente imóvel, até que ele se aproximasse de mim. Mas o alvo não foi eu e sim Jéssi. Ele se aproximava da suave pele de seu lindo e descoberto braço pronto para dar o infeliz bote. Não esperei nem ele pousar suas patas imundas em minha Jéssi. Minhas mãos se juntaram nele com uma fúria maior que a anterior e eu mal podia controlá-la. O barulho foi maior que o anterior, mas Jéssi não se moveu desta vez. Certo de que o havia pego, corri para a pia do banheiro da suíte para lavar as mãos e me livrar daquele maldito ser de uma vez por todas. Cheguei à pia rapidamente e abri lentamente as mãos.&lt;br /&gt;                   Vitória! Um sorriso se infundiu em meus lábios quando vi aquela criatura amassada em minha palma da mão. Seu corpo estava meio despedaçado e vermelho. Vermelho de sangue. &lt;br /&gt;                   Fui abrir a bica com a mão menos suja e meus olhos se esbarraram no espelho que parecia me encarar à frente. Me choquei com o que vi. O sorriso que povoava meus lábios não era puramente satisfatório; além de tudo era bizarro. Senti medo de mim mesmo. Eu parecia sentir um prazer louco em ver aquele pobre inseto morto em minhas, agora poderosas, mãos. Mas o que eu sentia não era superioridade, não era mesmo. Era sim um prazer, um prazer louco. E eu não sabia o porquê deste prazer... ou melhor não queria sabê-lo.&lt;br /&gt;                   E eu nunca, nunca me esqueci daquele mosquito vermelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-3098285292587173166?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/3098285292587173166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=3098285292587173166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/3098285292587173166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/3098285292587173166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2010/04/o-mosquito-vermelho.html' title='O Mosquito Vermelho'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-3095256244876886823</id><published>2009-01-22T05:47:00.002-02:00</published><updated>2009-01-22T05:53:28.085-02:00</updated><title type='text'>O bule de chá chinês</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/SXgl1FlQpFI/AAAAAAAAAKc/3ga767o_XFQ/s1600-h/bule.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 188px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/SXgl1FlQpFI/AAAAAAAAAKc/3ga767o_XFQ/s320/bule.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294022955935769682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Muitos ortodoxos falam como se fosse obrigação dos céticos contraprovar dogmas consagrados, e não dos dogmáticos comprová-los. Isso é, claro, um equívoco. Se eu sugerisse que entre a Terra e Marte há um bule de chá chinês rodando em torno do sol numa órbita elíptica, ninguém seria capaz de contraprovar minha afirmação, desde que eu tenha tido o cuidado de acrescentar que o bule é pequeno demais para revelado até pelos nossos telescópios mais potentes. Mas, se eu prosseguisse dizendo que, como minha afirmação não pode ser contraprovada, é uma presunção intolerável por parte da razão humana dúvidar dela, imediatamente achariam que estou falando maluquices. Se, porém, a existência do bule tivesse sido declarada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todos os domingos instilada na cabeça das crianças na escola, a hesitação em acreditar em sua existência se tornaria um traço de excentricidade e garantiria ao questionador o atendimento por psiquiatras numa era esclarecida ou por um inquisidor em eras anteriores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BERTRAND RUSSELL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-3095256244876886823?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/3095256244876886823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=3095256244876886823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/3095256244876886823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/3095256244876886823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2009/01/o-bule-de-ch-chins.html' title='O bule de chá chinês'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/SXgl1FlQpFI/AAAAAAAAAKc/3ga767o_XFQ/s72-c/bule.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-2460962435172885679</id><published>2008-12-30T16:27:00.011-02:00</published><updated>2010-08-03T22:30:25.147-03:00</updated><title type='text'>Missão espacial...</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/SVpzlmjbO0I/AAAAAAAAAKU/n9KzKfru0ik/s1600-h/earth.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/SVpzlmjbO0I/AAAAAAAAAKU/n9KzKfru0ik/s200/earth.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285664202514185026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estão abertas as portas ao espaço. Depois da Virgin Galactic, agora a XCOR Aerospace entra para o mercado recém-descoberto e ainda não inaugurado de turismo espacial. E eu aqui, desolado e sonhando com Midgard e seus cantos remotos e exóticos... Como lidarei com isso, tamanha afronta às cinzas dos meus mais remotos sonhos?&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O sonho de viajar ao espaço se foi há muitos anos e substituir a infinitude titânica do universo por este planeta tão microscópico nunca foi fácil. Entretanto, dediquei-me a pousar, me sedentarizar e me tornar um reles membro terrestre da Federação. Nem mesmo HAL, ou o próprio Capitão Picard, convenceram-me do contrário, e abandoná-los já me rendeu tristezas e decepções suficientes para ceder ao lado negro da Força. A Terra agora é meu tabuleiro e, como peão, meu objetivo é atravessá-la para ser promovido.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Tenho absoluta certeza de que uma vida humana não é suficiente para me satisfazer e isso não apenas me atormenta, como me causa uma fobia irracional do Cão Cérbero. Entretanto, este planeta tem sido o suficiente para preencher os meus sonhos, minha mente vazia e meus olhos sedentos: Egito, França, China, Austrália, Grécia, África do Sul, Irlanda, México, Antártida, etc... Até agora.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Então chegou a Virgin Galactic com seus vôos orbitais. Assopraram as cinzas dos meus verdadeiros sonhos. Agora, a Lynx, a faísca! Meu sonho se reacendeu. Por apenas 75 mil euros você entra em órbita! Claro, é verdade, deve ser bem mais barato um fumo ou um comprimido de LSD para “entrar em órbita”... Afinal, quem pagaria 75 mil euros (ou mais???)? Ah, sim, só mesmo um milionário...&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Não sou milionário, talvez nunca serei (apesar de estar sempre correndo atrás disso...). Mas eu pagaria este preço. E pagaria mais! Muito mais se fosse necessário e se eu algum dia conseguir juntar esta quantia... Talvez quando as pernas não aguentarem mais trabalhar, minha pele estiver derretendo e meu rosto estiver pendurado. Isso se a corja brasiliense me permitir vagabundar (pelo menos!) após os 150 anos... Quem sabe ainda terei forças para vender tudo que tenho e comprar um assento apertadinho na janela do SpaceShipTwo ou da Lynx? &lt;br&gt;&lt;br /&gt;A cada instante, uma viagem especulativa me povoa a mente e decisões difíceis têm de ser tomadas. Por sorte ou azar (e isso não importa!), decidir torná-la realidade cabe só a mim. Assim, definitivamente será só uma questão de tempo para acenar ao gigante azul com dedos leves sem gravidade...&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Até lá, vamos à nossa próxima missão... One ready to beam up!&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENGAGE!&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-2460962435172885679?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2715931-EI304,00-Viagem+de+turismo+ao+espaco+custara+quase+R+mil.html' title='Missão espacial...'/><link rel='enclosure' type='text/html' href='http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2715931-EI304,00-Viagem+de+turismo+ao+espaco+custara+quase+R+mil.html' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/2460962435172885679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=2460962435172885679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/2460962435172885679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/2460962435172885679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/12/misso-espacial.html' title='Missão espacial...'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/SVpzlmjbO0I/AAAAAAAAAKU/n9KzKfru0ik/s72-c/earth.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-4379305887796274896</id><published>2008-03-06T10:40:00.015-03:00</published><updated>2008-12-29T11:13:40.154-02:00</updated><title type='text'>Os assírios</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_4HPHYKpI/AAAAAAAAAFU/AEEpGR5p-fw/s1600-h/assirios.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_4HPHYKpI/AAAAAAAAAFU/AEEpGR5p-fw/s200/assirios.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174627300072237714" /&gt;&lt;/a&gt;A marcha de Nínive se prolongava a longo do deserto. Agarrados à esperança de que Assur os testava, os homens caminhavam exaustos sob as ordens de Assurbanipal, o cruel rei assírio. Sua obstinação em terminar o trabalho que seu pai, Asaradão, iniciara movia-os em direção à poderosa civilização faraônica. O sol castigava até o mais resistente guerreiro, porém incontáveis desertos ainda teriam de ser atravessados em seu caminho até Menfis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assurbanipal possuía três grandes objetivos. O primeiro seria o mais próximo de se realizar e povoava sua mente frequentemente: a concretização do domínio assírio sobre o vale do Nilo. Evocara todas as forças assírias para esta conquista e arrasava povos em seu caminho. Pretendia ainda, apesar de Assur já ter triunfado sobre Marduk há mais de meio século, subjugar seu irmão Chamas-Chum-Uquim e reclamar as terras babilônicas. Por último, voltaria triunfante à Nínive e estabeleceria um império cultural prodigioso que não pudesse ser concebido nem pela intelectualidade criativa do antigo Hamurabi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após uma semana de árdua marcha, a caravana militar avistou muros. Uma pequena cidade foi crescendo no horizonte e, movidos pela excitação, os guerreiros pareciam ter incosncientemente acelerado o passo. Assurbanipal se ergueu em sua carruagem de escravos e admirou mais uma futura conquista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acamparam ao redor da cidadela e o rei aguardou o retorno de seu mensageiro com notícias. Malasso voltou ao anoitecer, acompanhado de um rebanho generoso de suculentos cordeiros e de uma carroça repleta de tonéis de vinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_2uvHYKoI/AAAAAAAAAFM/QdN_PFihHXc/s1600-h/assirios2.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_2uvHYKoI/AAAAAAAAAFM/QdN_PFihHXc/s320/assirios2.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174625779653814914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; “Ó venerável filho de Assur, Assurbanipal, herdeiro legítimo de Asaradão! Sejai bem-vindos à nossas humildes terras! Sentimo-nos envergonhados de não podermos vos receber com todas as honrarias que vos são merecidas! Entretanto, venho por meio desta mensagem vos comunicar que não pretendemos nos tornar um entrave em vossa árdua jornada à terra fértil do Nilo. Nós, humildes servos, vos enviamos como prova de nossa boa fé um presente para vossos famintos e exaustos guerreiros! Sintai-se à vontade em nossas casas e façam-se vossas nossas mulheres! Nossas riquezas são poucas, mas serão assírias, se este deserto não beber uma gota sequer de sangue! Suplicamos vossa piedade e a presentareamos com nossa generosidade! Nós nos curvaremos sem esforço a Assur e seu filho, se vossas espadas não derramarem uma gota do sangue do nosso povo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O rei assírio ouvia absorto em pensamentos a mensagem de Darassalam, governante de Uruk, e ao final da mensagem permaneceu em silêncio por alguns minutos. O tratamento que despendia aos inimigos revoltos de fato surtira efeito. O temor à poderosa Assíria já se espalhara por todo o Crescente Fértil, mas não imaginava que tivesse chegado tão longe. Enquanto isso, a multidão de guerreiros fitava-o tentando ocultar o contentamento ao ouvir as palavras do generoso rei. Assurbanipal então levantou-se e decretou a construção de um zigurate em Uruk, como prova de subserviência da cidade a Assur. Decidiu que aquela noite iam comemorar e honrar o presente do rei generoso Darassalam; entretanto, pela manhã, se dirigiriam à cidadela para reclamar o que lhes era de direito e gozar dos prazeres que lhes foram ofertados sem precisarem desembainhar uma espada sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_4RPHYKqI/AAAAAAAAAFc/kTqTe5D05cs/s1600-h/napoleon_skull.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_4RPHYKqI/AAAAAAAAAFc/kTqTe5D05cs/s200/napoleon_skull.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174627471870929570" /&gt;&lt;/a&gt; Na manhã seguinte, Assurbanipal e seus guerreiros se estabeleceram na cidade de Uruk sem maiores preocupações. Saquearam-na sem nenhuma resistência e, no solo escaldante, enterraram vivos todos os seus habitantes, cumprindo sua palavra em não derramar nenhuma gota de sangue nas terras de Uruk. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Lima&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-4379305887796274896?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/4379305887796274896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=4379305887796274896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/4379305887796274896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/4379305887796274896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/chegada-em-tiro.html' title='Os assírios'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R8_4HPHYKpI/AAAAAAAAAFU/AEEpGR5p-fw/s72-c/assirios.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-4070733989480473133</id><published>2008-03-05T15:54:00.012-03:00</published><updated>2008-03-06T12:50:02.996-03:00</updated><title type='text'>Homo Perversio - espécie criada somente em cativeiro</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R876bPHYKmI/AAAAAAAAAE0/rcxAVuKggdQ/s1600-h/sade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R876bPHYKmI/AAAAAAAAAE0/rcxAVuKggdQ/s320/sade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174348367716166242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"As conversas são melhor aproveitadas quando lubrificadas, assim como outras partes de nossa anatomia íntima..."&lt;/em&gt; - Marquês de Sade, contestando a recusa do abade Coulmert à sua oferta de uma taça de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade (também conhecido como o Divino Marquês), foi um membro da nobreza francesa e escritor perseguido durante toda sua vida por defender idéias em conflito com a política e religião dominantes do final do século XVIII e início do século XIX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente encarcerado e condenado por "libertinagem excessiva", pode-se perceber a influência do cárcere em sua mente na violência de seus escritos. Em &lt;em&gt;Os 120 Dias de Sodoma&lt;/em&gt;, sua principal obra, percebe-se a total ausência da Moral (como percebida comumente naquela época), em um mundo criado onde o sexo é a política dominante. A violência e promiscuidade física (presentes em sua obra, como coprofagia, mutilações, pedofilia, assassínio, etc.) é análoga à violência intelectual sofrida por ele em sua vida de cárcere. Violado, o Marquês sente a necessidade de violar o mundo. Seus maiores inimigos, a Igreja e a Nobreza, sofrem com a agressividade que cultivaram em sua mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás de toda a violência e agressividade que caracterizam suas obras e que posteriormente originaram o termo &lt;em&gt;sadismo&lt;/em&gt;, escondia-se um filósofo incompreendido e injustiçado não por suas opções sexuais, mas pela opção de expô-las culturalmente. Sendo um ativo defensor da monarquia, criticou deliberadamente a revolução, e chocou-se pela violência com que foi realizada. A crueldade da revolução de 1789 e os massacres de 1892 se refletiram em seus escritos, principalmente em sua obra &lt;em&gt;Juliette&lt;/em&gt;. Já em 1793, vê-se obrigado a aderir ao movimento revolucionário, mostrando-se contrário à Monarquia e ocultando seus ideais políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado em seu tempo um corruptor de almas e destruidor da Moral, atualmente é reconhecido como um dos precursores da revolução sexual, e um filósofo defensor do Estado laico, desgraçando sua vida em uma época dominada pelo conservadorismo e hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-4070733989480473133?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/4070733989480473133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=4070733989480473133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/4070733989480473133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/4070733989480473133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/homo-perversio-espcie-criada-somente-em.html' title='&lt;em&gt;Homo Perversio&lt;/em&gt; - espécie criada somente em cativeiro'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R876bPHYKmI/AAAAAAAAAE0/rcxAVuKggdQ/s72-c/sade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-822907051634045449</id><published>2008-03-05T05:46:00.011-03:00</published><updated>2008-03-05T16:55:46.277-03:00</updated><title type='text'>Deus, Um Delírio</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R85nX_HYKjI/AAAAAAAAAEc/gh8QfFD3Edo/s1600-h/deus-um-delirio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R85nX_HYKjI/AAAAAAAAAEc/gh8QfFD3Edo/s320/deus-um-delirio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174186683672308274" /&gt;&lt;/a&gt;Biólogo evolucionista, pesquisador premiado, talentoso popularizador da ciência e introdutor do termo meme, uma espécie de equivalente cultural do conceito biológico de “gene”, é incontestável que Richard Dawkins seja um dos maiores intelectuais da atualidade. Seu mais novo livro, o &lt;em&gt;best-seller&lt;/em&gt; Deus, Um Delírio, pode torná-lo de vez o profeta da razão de uma Nova Era do Iluminismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta obra, ele ataca de maneira contundente o conceito de fé e, mais precisamente, a irracionalidade da fé. Defensor ferrenho do racionalismo, Dawkins menospreza a crença sem evidências científicas e afirma que as religiões são coisas sem sentido. Pior: elas são altamente prejudiciais à sociedade. Além de condenar o conceito de fé, Dawkins prova que a existência de Deus é tão provável quanto a existência de um Monstro de Espaguete Voador. E tudo isso sem abrir mão de sua veia científica de provas e probabilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cientistas discordam entre si usando fatos e evidências para decidir quem está certo. Mas é impossível argumentar racionalmente se você simplesmente sabe que o seu livro sagrado contém a verdade absoluta dita por Deus, e a pessoa do outro lado pensa a mesma coisa sobre o próprio livro. Não surpreende que, ao longo da história, fanáticos religiosos tenham lançado mão de torturas,execuções, cruzadas, jihads e guerras santas." - Dawkins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fascinante livro que não deve deixar de ser examinado pelos amantes da razão e que pode trazer esperanças para aqueles que sonham com um mundo livre das religiões.&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-822907051634045449?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/822907051634045449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=822907051634045449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/822907051634045449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/822907051634045449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/deus-um-delrio.html' title='Deus, Um Delírio'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R85nX_HYKjI/AAAAAAAAAEc/gh8QfFD3Edo/s72-c/deus-um-delirio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-5743946907604431497</id><published>2008-03-05T03:18:00.002-03:00</published><updated>2008-03-05T16:56:27.611-03:00</updated><title type='text'>"A Ira de Lorelei"</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R849qPHYKfI/AAAAAAAAAD4/fK5GxP2N4yo/s1600-h/tanganyikalightning-397396-ga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R849qPHYKfI/AAAAAAAAAD4/fK5GxP2N4yo/s320/tanganyikalightning-397396-ga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174140817716554226" /&gt;&lt;/a&gt;"A tempestade começara. Gotas absurdamente pesadas e abundantes despencavam do céu negro, iluminado frequentemente por clarões retumbantes. Não havia vento, mas as copas das árvores tremiam, conforme iam suportando toda a balística aquosa que era despejada sobre elas. Buracos de quase meio metro de diâmetro se abriam no solo, ao receber algumas das gigantescas gotas que passavam pelo filtro de folhas do denso bosque. Galhos eram arrancados com fúria e se cravavam na terra como lanças atiradas ao mais odiado inimigo. Estrondos, seguidos de assobios e um baque alto, indicavam a morte de grandes árvores, assassinadas por impiedosos e poderosos relâmpagos. A ira de Lorelei se abatia sobre as Sete Terras, devastando florestas, alagando desertos, destruindo cidades e arrancando a vida de milhares de criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Krono Ilmarinen balançava energicamente as rédeas de Matik, tentando fazê-lo trotar cada vez mais rápido pela mata adentro, apesar do animal ter alcançado seu limite. Mesmo assim, o mago continuava seus movimentos quase mecânicos, num ritmo frenético que o fazia esquecer sua idade milenar e o profundo talho em seu abdômen, que se abria. Os galhos pendentes do denso e misteriosamente claro Bosque das Fadas produziam arranhões, ora fundos, ora superficiais, na face, nos ombros e braços. Suas vestes estavam imundas, molhadas e esfarrapadas, e a mistura de suor, sangue e chuva que pingava em seus olhos cansados quase o impedia de ver o caminho à sua frente. Ele não se preocupava mais em esconder embaixo do capuz seus longos cabelos e barba brancos que esvoaçavam encharcados de sua pele enrugada, quando Matik não conseguiu saltar com êxito um imenso tronco caído que surgira de repente à frente, vítima de uma descarga elétrica do temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilmarinen rodopiou no ar enquanto o pobre animal desabava no chão, e aterrisou cinco metros adiante, freado por um sólido tronco, após uma série de dolorosas e desajeitadas cambalhotas no solo coberto de lama e folhas. Tentou se levantar, mas a dor de vários ossos quebrados invadiu seu corpo. Apenas conseguiu ver Matik, de olhos bem abertos e estirado no chão com o pescoço retorcido, antes de desmaiar ali mesmo sob um facho fraco de luz da Lua, que refletia na grande poça lamacenta em que se encontrava."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sete Terras - Daniel Lima&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-5743946907604431497?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/5743946907604431497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=5743946907604431497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/5743946907604431497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/5743946907604431497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/ira-de-lorelei.html' title='&quot;A Ira de Lorelei&quot;'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R849qPHYKfI/AAAAAAAAAD4/fK5GxP2N4yo/s72-c/tanganyikalightning-397396-ga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-8956896002491238</id><published>2008-03-05T03:10:00.002-03:00</published><updated>2008-03-05T16:56:58.969-03:00</updated><title type='text'>Cidade das Sombras</title><content type='html'>&lt;BR&gt;Andando por ruas escuras,&lt;br /&gt;Isolado por construções sem vida,&lt;br /&gt;Cercado por multidões em movimento,&lt;br /&gt;Neste ritmo frenético,&lt;br /&gt;Nesta dança bizarra,&lt;br /&gt;Eu páro e grito silenciosamente.&lt;br /&gt;Desprezo o mundo à minha volta,&lt;br /&gt;Incendiado por luzes artificiais,&lt;br /&gt;Acompanhado por uma longa canção,&lt;br /&gt;Vejo apenas o que não consigo ver,&lt;br /&gt;Ouço apenas sua formosa marcha fúnebre&lt;br /&gt;Que envolve todos os mortos que me cercam.&lt;br /&gt;Esta cidade deserta e fria,&lt;br /&gt;De onde a esperança esgotada parte,&lt;br /&gt;Deixando a decepção invadi-la,&lt;br /&gt;Abriga seus mórbidos cidadãos&lt;br /&gt;Num aconchegante cárcere sem muros,&lt;br /&gt;Alimentando-os de medo e dor,&lt;br /&gt;Torturando-os em suas vidas sem sentido.&lt;br /&gt;Pensativo, continuo a caminhar&lt;br /&gt;Cego, surdo e mudo, eu choro&lt;br /&gt;Esperando que nada acontça.&lt;br /&gt;Nestas pedras pontiagudas em que piso descaço,&lt;br /&gt;Vejo a rigidez e a cor turva da minha alma,&lt;br /&gt;E olhando para a sinistra placa logo adiante,&lt;br /&gt;Percebo, mais horrorizado do que frustrado,&lt;br /&gt;Que o que todos haviam feito eu também fiz:&lt;br /&gt;Durante toda minha inútil e monótona vida&lt;br /&gt;Eu havia andado em círculos&lt;br /&gt;Por uma cidade de sombras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Lima&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-8956896002491238?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/8956896002491238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=8956896002491238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/8956896002491238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/8956896002491238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/cidade-das-sombras.html' title='Cidade das Sombras'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-5137396390242586138</id><published>2008-03-05T00:53:00.008-03:00</published><updated>2008-03-05T16:58:16.974-03:00</updated><title type='text'>"O último remanescente da Raça Antiga"</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R84mkvHYKbI/AAAAAAAAADY/Ea654coFock/s1600-h/dragon.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R84mkvHYKbI/AAAAAAAAADY/Ea654coFock/s200/dragon.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174115434459834802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Imponente, o último remanescente da Raça Antiga encontrava-se absorto em seus pensamentos. Suas escamas reluzentes ofuscavam o olhar atento dos presentes e sua beleza hipnotizava o coração mais carente de emoção. Algo o preocupava, e definitivamente não era a presença dos intrusos em sua caverna. Contemplava o distante céu de estalactites, com lágrimas a minar lentamente de seus tristes e vazios olhos. Magnificamente estendeu suas simétricas e bem articuladas asas e virou-se aos aventureiros, com a sutileza que seu porte colossal permitia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há salvação para nós. Retirem-se. - demandou a criatura, com desprezo e rancor escondido em sua voz grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, seus grandes olhos possuíam uma chama de esperança, chama que acendeu a coragem de Ilmarinen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdoem-nos a intromissão, ó Grande Ancião dos Dragões Dourados! O desespero que nos cega impede-nos de obedecer vossa ordem. Precisamos de vossa ajuda, Poderoso Aldebaran; todas as Sete Terras clamam por vossa ajuda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gigantesca criatura pareceu hesitar, mas finalmente cedeu diante da perseverança do mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passivamente irei ouvi-lo, poderoso mago, mas sem poder lhe dar garantias de ação. Terão de se mostrar dignos de minha ajuda, pois já há muito este mundo apodrece: não possuo mais motivação sequer para viver nele. Fale, ó Ilmarinen, convença-me a ajudá-lo a salvar as Sete Terras! – e tufos de fumaça são despejados de suas narinas, à medida que sua voz corta o ar como trovões retumbando na mais feroz tempestade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sete Terras - Daniel Lima&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-5137396390242586138?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/5137396390242586138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=5137396390242586138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/5137396390242586138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/5137396390242586138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/o-ltimo-remanescente-da-raa-antiga.html' title='&quot;O último remanescente da Raça Antiga&quot;'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R84mkvHYKbI/AAAAAAAAADY/Ea654coFock/s72-c/dragon.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-7392821463979522178</id><published>2008-03-05T00:48:00.004-03:00</published><updated>2008-03-05T17:00:04.121-03:00</updated><title type='text'>Primitivo</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R84tx_HYKdI/AAAAAAAAADo/BJHujlbTkO4/s1600-h/caveman.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R84tx_HYKdI/AAAAAAAAADo/BJHujlbTkO4/s200/caveman.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174123358674495954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na aurora do homem, aquela tribo de aborígenes vivia em harmonia com a natureza das selvas e savanas africanas. A fauna respeitava-os como iguais partes de um todo, apesar da divergência de visões entre presas e predadores. A flora oferecia-lhes beleza e simplicidade. A água fornecia-lhes a energia necessária à caça; a terra abrigava-os da noite e da solidão. O céu era belo, uma imensidão azul que os protegia da fúria dos deuses antigos e comunicava-se através de um suave toque no horizonte distante, trazendo segurança e paz. Seus olhos extasiados se perdiam na vastidão celeste, enquanto seus pés se firmavam no cobiçado solo, firme e rígido em toda sua extensão e tranquilidade. Conheciam a liberdade e a verdadeira união, na incontestável gratidão por tudo que a natureza proporcionava-lhes. Depositavam uma ingênua, e ainda frágil, fé nestes elementos visíveis que asseguravam sua árdua sobrevivência: admiravam e respeitavam a vida em toda sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O vento uivava seco e uma fina camada de poeira depositava-se nos poros. O calor seco do verão não poupava nem mesmo a pele escura e já acostumada ao clima árido. Escorpiões, lagartos e homens lutavam em igualdade, movidos pelo mesmo espírito combatente: a fome. Em uma época nada próspera, o sol ardente da savana provocava uma escassez de alimentos que a tribo não estava acostumada a enfrentar. A luta pela sobrevivência acirrava-se e perdiam-se na memória os tempos em que eram apenas caçadores. Os conflitos por território deram lugar aos conflitos com o mundo selvagem; a caça diária e a busca por fontes de água tornavam-se cada vez mais desgastantes e improdutivas. Várias tribos migravam para o sul; a maioria sem esperança, muitas sem sucesso na desafiadora empreitada. Abandonados pelos deuses e pela natureza, lançavam-se em direção ao perigo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais uma vez, a esfera flamejante ergueu-se no horizonte. A perigosa rotina já havia começado, com os batedores voltando de sua ronda. Avistou-se um bando desavisado e cada vez mais incomum por aquela área. Eram poucos, mas o suficiente para alimentar a tribo por aquele dia. Algumas dezenas de antílopes bebia nas margens apenas úmidas do riacho que outrora matara incansavelmente a sede da tribo. Os arcos e as lanças foram preparados. Um negro alto e forte era o líder dos famintos caçadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Furtivamente aproximaram-se. Os animais estavam abatidos pela seca, mas à qualquer sinal de perigo poderiam facilmente escapar de predadores com portes físicos tão inaptos a uma perseguição. Porém, a capacidade de pensar, as primitivas armas que podiam fabricar e o fator surpresa os tornavam os mais eficazes caçadores. Cercaram o bando, ocultos por pequenos arbustos que resistiam bravamente à esfera flamejante que secava tudo, e esperaram pelo início do ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder arremessou a primeira lança, que descreveu um movimento em arco na atmosfera seca e despencou sobre a primeira presa. O animal hesitou por uma ínfima fração de tempo, tempo suficiente para definir o seu destino. Em seguida, uma chuva de flechas e lanças derramou-se sobre o atordoado bando, que tentava se dispersar, enquanto vários caíam sob o ímpeto da fome humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O massacre foi rápido e a contagem revelou que haviam conseguido o suficiente para sobreviver durante pelo menos mais um dia de estiagem. Entregaram-se a uma euforia íntima e silenciosa e, enquanto coletavam a caça, não perceberam que a linha tênue que diferenciava os predadores das presas na disputada cadeia alimentar estava prestes a ser ignorada. Ao longe, um grupo de guepardos os observava e se aproximava lentamente, quase rastejando, escondidos pela pobre, mas traiçoeira, vegetação à margem do rio seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por instinto, talvez por seus sentidos ligeiramente aguçados, o líder dos tribais percebeu que algo estava errado. Percorreu com os olhos atentos a área ao redor de seu primitivo exército e reconheceu de imediato a armadilha em que caíra toda sua tribo. Cegos de fome, haviam despertado a fúria dos guepardos ali presentes ao roubarem-lhes as presas. Agora eles teriam de substituí-las. Entretanto, tinha a absoluta certeza de que os animais não aceitariam a devolução daqueles cadáveres que a tribo carregava. Não sem o prazer de tê-las caçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente era tarde demais e o líder sabia disso. A natureza era generosa, mas também sabia ser cruel. Não se mostrara digno de continuar servindo-a. Ele cometera um erro, um erro que devia ser punido com a morte. Mas, e seus homens? Será que eles mereciam também tal destino? E o restante da tribo, morreria de fome? Deveriam todos sofrer pelo seu erro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu que não. Por um momento, fechou os olhos. Largou no solo o animal morto que tentava erguer e suspirou. Estava pronto para enfrentar o seu destino e o faria. Mas sabia que não iria apenas lutar contra animais famintos, e sim contra uma natureza ávida por culpados e implacável. Na sua língua primitiva, emitiu um alerta sonoro para todos os outros. Os animais saíram de seus esconderijos, descobertos e satisfeitos pela vantagem que conseguiram, sem se intimidar com o fato de serem menos numerosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os aborígenes finalmente perceberam que haviam sido transformados em presas. Os felinos avançaram sobre eles, utilizando-se da vantagem com que, ironicamente, a mesma estratégia furtiva que havia desgraçado os antílopes presenteara-lhes. Sabendo que seriam todos mortos se tentassem correr desesperadamente, o líder agarrou a lança para lutar e tentou coordenar a fuga, sem êxito. Presenciou a queda de vários, amigos e membros da tribo, para a fúria daquelas selvagens e mortais mandíbulas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro instante, os guepardos mais adiantados passaram velozmente por ele, perseguindo aqueles que o medo já engolia. O medo, a raiva, a fome, tudo abriu espaço para o instinto e o corajoso líder parou ali, envolto por uma nuvem de poeira que se levantava do solo árido, armado de sua vontade de existir. Já não se importava mais com seus aliados; seus objetivos mudaram inconscientemente. Esquecera-se que errara; não sabia mais se a natureza era generosa ou cruel; esquecera-se da própria natureza. A única coisa que importava era manter-se vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dos animais atacou-o pela frente. As garras rasgaram o antebraço do homem, mas a lança fizera maior estrago no peito do animal, que caiu no solo, sem conseguir se levantar. Antes de poder recuperar sua arma, um segundo guepardo avançou e cravou suas garras em seu abdome. O tempo parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que sentira no calor desta última batalha voltou em uma mórbida retrospectiva. Lágrimas rolaram de seus olhos quando percebeu que havia desistido e esquecido dos outros. Esquecera-se de seu objetivo. Esquecera-se da primitiva e simples reflexão que levara-o à busca de um objetivo. Esquecera-se do seu erro. Esquecera-se da natureza e esquecera-se de sua tribo. Esquecera-se de seus antigos inimigos; e dos atuais também. Esquecera-se de quem era, e esquecera-se do que estava fazendo. O tempo voltou a caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em desespero, sua mão tateou a parte detrás de sua tanga e achou a machete que procurava. Ao ser derrubado pelo guepardo, acertou o topo da cabeça do animal com a machete, afundando seu crânio. Já ao nível do solo, teve a certeza de que a luta estava perdida. Mas não se importava mais. Esquecera-se da luta. Esquecera-se pelo que lutava. Esquecera-se por que matava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dos animais pararam à sua frente claramente intimidados pelo homem. O homem gritou: de raiva, de dor, de medo; por vingança. Vingança: um sentimento inédito que o fez sentir-se bem, apesar de tudo. Esboçou um sorriso e tentou se levantar. Queria sangue, queria matar, queria se vingar... De joelhos, gritou novamente, com a machete erguida, e golpeou mais uma vez a cabeça do animal já caído. Os dois animais que o observavam defensivamente recuaram. Exausto, e com algumas vísceras à mostra, o forte guerreiro desabou no solo árido. Um outro guepardo já se aproximava, com os olhos vivos fixos em sua garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não soube por que estava morrendo pela primeira vez; e se questionou pela primeira vez se haveria algum sentido para a morte ou para a vida. Entretanto descobriu apenas que tudo que havia sentido, feito, lembrado ou esquecido nos seus últimos instantes seria o suficiente para tirar todo o sentido que a vida poderia ter. Chorou por ter percebido aquilo que tinha sido despertado nele. Chorou, não por ele, nem por sua tribo, mas sim pelas tribos que futuramente povoariam aquele ambiente inóspito. Chorou pelas tribos que acreditariam na natureza ou em deuses daquele ambiente inóspito. Chorou pelas tribos que agiriam como ele por causa da natureza e destes deuses ingratos. E chorou pelas tribos que agiriam assim por motivo nenhum.&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-7392821463979522178?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/7392821463979522178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=7392821463979522178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/7392821463979522178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/7392821463979522178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/primitivo.html' title='Primitivo'/><author><name>Cel. Mostarda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02776675383695449976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-__bT-X9NW7o/TeUj_C8oFgI/AAAAAAAAAMs/-HzpNPfPXtQ/s220/dragaopreenchidoeditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jE_JXUH_Gng/R84tx_HYKdI/AAAAAAAAADo/BJHujlbTkO4/s72-c/caveman.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7092650.post-2389975553304719295</id><published>2008-03-05T00:21:00.012-03:00</published><updated>2008-03-05T17:00:47.624-03:00</updated><title type='text'>Re-abertura!</title><content type='html'>&lt;BR&gt;Com a reestruturação que minha vida sofreu de 2005 para cá, resolvi reestruturar este blog, até porque ele estava abandonado há muito tempo (in a galaxy far, far away...). Inicialmente, recolocarei os meus textos antigos, já postados neste mesmo antigo e novo blog, e pode-se dizer que serão lidos aqui &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; de diversos tipos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) As Sete Terras: colocarei textos e estórias deste meu mundo ficcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Crítica: crítica sobre um filme, peça, livro, show, etc. recém ou há muito tempo assistido/lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Escrever: Textos, poesias e contos aleatórios de minha autoria; rotina do dia-a-dia; atualidades; e etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Momentos de Reflexão: textos sobre nada e sobre tudo, reflexões úteis e inúteis e pensamentos esquisitos e bizarros, que comporão o esgoto cerebral que um ser humano pode ser capaz de defecar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Personalidades: frases e/ou resumos de biografias de grandes personalidades pouco destacadas no mundo da maioria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio será isto... hoje, então publicarei algumas coisas (incluindo algo que já foi publicado no antigo blog, mas que seja atemporal e que possa ser reaproveitado organicamente (ou não!)).&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7092650-2389975553304719295?l=cel_mostarda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/feeds/2389975553304719295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7092650&amp;postID=2389975553304719295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/2389975553304719295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7092650/posts/default/2389975553304719295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cel_mostarda.blogspot.com/2008/03/re-abertura.html' title='Re-abertura!'/><author><name>Cel. 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